Eça de Queirós

“A Lisboa material tem feições morais. Há sítios que dão, aos que os pisam, uma individualidade. O lajedo e a cantaria consagram espíritos. Encostar-se no Chiado! – isto significa ter a fina flor da graça, a vivacidade conceituosa e costumes despedaçados. Estar no Martinho – revela inspiração, divindade interior, lirismo e política crítica. Ó Lisboa, tu não tens caracteres, tens esquinas!”

– Eça de Queirós, “Folhetim Lisboa” in Gazeta de Portugal, 1867

Os Maias em Lisboa

Ponto de Encontro: Cais do Sodré  (junto ao rio) 

Fim: Praça D. Pedro IV (Rossio)

Um passeio

Este percurso tem como fio condutor os principais espaços onde se movem as personagens da obra por excelência de Eça de Queirós. Seguiremos então Carlos da Maia, João da Ega e Maria Eduarda, entre outros, que nos conduzirão com diletância e ironia, a lugares como o Hotel Central, o Tavares, a Havaneza, o Grémio Literário, o São Carlos, o Trindade. Compreenderemos  os palcos oitocentistas de convívio, de conspiração e de romance, bem como os caminhos hesitantes da Lisboa ora vanguardista ora conservadora.

 

Os Maias em Sintra

Ponto de Encontro: Em Frente ao Palácio Nacional da Vila 

Fim: Junto ao Café Piriquita

Opção de escolha entre a Visita guiada ou "Descobre tu mesmo"

Visita guiada: O percurso na vila de Sintra é baseado, essencialmente, no capítulo VIII da obra Os Maias de Eça de Queirós. Numa viagem pela Sintra romântica, não deixarão de ser referidos, ao longo do passeio, outros locais, curiosidades e histórias, que darão uma ideia mais alargada, informal da vila e do enquadramento do romance.

Descobre Tu Mesmo: Através de um guião, as equipas de alunos serão convidadas a descobrir a vila de Sintra, sempre referenciando o capítulo VIII d’ Os Maias.

Passeios Combinados

Eça de Queirós e Cesário Verde

Dois escritores da mesma geração, um frequentando a alta roda, os meios diplomáticos e intelectuais, o outro dedicado ao comércio e escrevendo nas pausas disponíveis do seu quotidiano. Eça será o grande introdutor do realismo na literatura. Cesário, embora verde, fará exactamente o mesmo na sua poesia de pinceladas realistas sobre o que observa desde a sua loja ou nas deambulações por Lisboa. O nosso desafio é combiná-los e passear com os dois escritores que em vida talvez nunca se tenham cruzado, palmilhando as mesmas praças e descobrindo amizades comuns.

Início: Cais do Sodré (junto ao rio)

Fim do Percurso: Praça dos Restauradores

Eça de Queirós e Almeida Garrett

Estes dois vultos da Literatura portuguesa são o ponto de partida para descobrir a Lisboa oitocentista. O fundador do conservatório de Arte Dramática convida-nos a caminhar do Bairro Alto ao Rossio, passando pelo Chiado elegante e pitoresco de Eça de Queirós. Evocando os amores de Garrett, as suas múltiplas moradas em Lisboa, as modistas e barbeiros, cruzamo-nos com o espírito jornalístico, as livrarias, os cafés frequentados por Eça de Queirós. De mãos dadas iremos à descoberta do século XIX que não seria o mesmo nas Letras sem a figura cimeira do Romantismo e o escritor maior do Realismo.

Início: Largo Trindade Coelho (Igreja São Roque)

Fim do Percurso: Rossio