José saramago

“(…) Lisboa derramava-se para fora das muralhas. Via-se o castelo lá no alto, as torres das igrejas dominando a confusão das casas baixas, a massa indistinta das empenas. (…) Lisboa ali estava, oferecida na palma da mão, agora alta de muros e de casas.” 

– José Saramago  Memorial do Convento, Caminho, 33ª edição, 2002, p. 40

Memorial do Convento

Ponto de Encontro: Campo das Cebolas (junto à Casa dos Bicos)

Fim: Largo de São Domingos /Rossio

Lisboa Majestosa e Devota

Este percurso lisboeta remete-nos para a obra de José Saramago que tem como período da acção o Barroco do século XVIII e, como lugar, além de Mafra, a cidade de Lisboa, marcada pelas grandes celebrações religiosas, como as procissões e os autos-de-fé.

Seguimos os passos de Baltasar Sete-Sóis, desde que chega a Lisboa, até que morre em matéria, à nossa despedida. Pelo caminho saberemos mais sobre a família real, o Padre Voador, o Sr. Escarlate e a inseparável Blimunda Sete-Luas.  entre outros.

Através das peripécias, pensamentos e sentimentos de algumas das personagens da obra, pretendemos, com este passeio, aproximar os alunos da obra literária de Saramago, bem como do espaço e do tempo da Lisboa pré-pombalina

O Ano da Morte de Ricardo Reis

Ponto de Encontro: Cais do Sodré (junto ao Rio)

Fim: Rossio

"Aqui o mar acaba e a terra principia"

Uma viagem literária, histórica e política no cinzentismo da ditadura vigente nos anos 30 do século XX. Revelam-se os contrastes da capital de ontem e de hoje, na perspectiva de José Saramago e da sua obra O Ano da Morte de Ricardo Reis. Conhecem-se as personagens Lídia, Marcenda, Pessoa e o próprio heterónimo maior do poeta. Num percurso a pé, ao Alto de Santa Catarina “ver os navios”, ao Bairro Alto recordar o jornal “O Século” com a sua obra social, ao Chiado da PVDE e dos intelectuais opositores ao Regime, até ao Rossio da Estação Central, cujo “olho do tempo” nunca pára.

"Aqui, onde o mar se acabou e a terra espera"