Fernando Pessoa

“Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não.

Para criar, destruí-me; tanto me exteriorizei dentro de mim, que dentro de mim não existo senão exteriormente. Sou a cena viva onde passam vários actores representando várias peças.”

in Bernardo Soares, Livro do Desassossego, ed. Richard Zenith, Assírio & Alvim, pp. 283-285, 1998

Fernando Pessoa

Ponto de Encontro: Largo S. Carlos (junto ao teatro) 

Fim: Praça do Comércio 

“Cheguei a Lisboa mas não a uma conclusão” (Bernardo Soares)

Do Largo de S. Carlos até ao Martinho, vamos percorrendo alguns espaços da cidade-berço e palco da produção literária e personalidade caleidoscópica de Fernando Pessoa. Seguiremos alguns dos passos do escritor pela Baixa, identificaremos algumas firmas e residências, a casa do largo da sua “aldeia”, a do Carmo onde se emancipou, e os locais onde se reunia com alguns amigos e intelectuais. Veremos inúmeras vias e praças onde Pessoa se encontrava e se evadia, as livrarias, os bares e restaurantes do Chiado boémio, janota e Modernista. O itinerário termina na Praça do Comércio, no Martinho da Arcada, de certo modo, o seu  escritório de final de dia.

Mensagem em Belém

Ponto de Encontro: Parque de estacionamento dos autocarros em frente ao Mosteiro dos Jerónimos

Com o olhar no passado da expansão portuguesa e no seu testemunho material, descodificamos a Mensagem e as suas personagens no que resta do Mundo Português em Belém. De um império em declínio caminhamos para um futuro da Língua e Cultura portuguesa na procura de um novo fôlego, de uma revivescência que Fernando Pessoa já anunciava em 1912 na revista Águia, “E a nossa grande Raça partirá em busca de uma Índia nova, que não existe no espaço, em naus que são construídas «daquilo de que os sonhos são feitos». E o seu verdadeiro e supremo destino, de que a obra dos navegadores foi o obscuro e carnal antearremedo, realizar-se-á divinamente.”

Passeios Combinados

(Des) encontro em Belém

Ponto de Encontro: Parque de estacionamento dos autocarros em frente ao Mosteiro dos Jerónimos

Atenção: Desde Dezembro de 2011, por imperativo da Igreja do Mosteiro todas as visitas guiadas no interior da igreja são realizadas com auriculares, pelo que acresce o pagamento de 1,50€ por pessoa.

Este passeio não se realiza ao domingo e à 2ª feira, considerando as restrições religiosas e o dia de encerramento do Mosteiro dos Jerónimos.

Mensagem e Lusíadas
Luís de Camões e Fernando Pessoa

História, Mito e Utopia norteiam este percurso no bairro de Belém que permite a (re)descoberta de duas obras-primas da literatura portuguesa. A partir de monumentos e espaços incontornáveis do Manuelino e do Estado Novo, traçaremos rotas convergentes e divergentes dos textos de Camões e Pessoa, no sentido de reflectirmos sobre as múltiplas visões de “Império”, sobre as viagens realizadas e imaginadas, sobre os indivíduos e os seus contextos. Veremos ainda até que ponto eram distintos os desafios, as denúncias, as exaltações e as aspirações contidos n’Os Lusíadas e na Mensagem.

Observações: O passeio inclui a visita à Igreja do Mosteiro dos Jerónimos.  Para visitar os claustros a escola deverá fazer a respectiva marcação junto dos Serviços Educativos do Mosteiro,  indicando que o grupo será acompanhado por um guia-intérprete credenciado  e identificado.

 

 

Passeios combinados

Fernando Pessoa e Cesário Verde

Procuremos o espírito de Cesário Verde na velha baixa lisboeta de escritórios e armazéns onde a figura de Pessoa se confunde com a de Bernardo Soares. Afinal Cesário Verde é o “pai” dos heterónimos de Fernando Pessoa e o mestre de Alberto Caeiro e Álvaro de Campos. Combinar estes dois poetas é lógico. O génio de Pessoa e Cesário mistura-se ainda num Sentimento e numa Mensagem que tardam em ser descodificados tantos anos volvidos após a morte física mas não poética.

Ponto de EncontroPraça do Comércio (Junto ao arco da Rua Augusta)

Fim: Rossio

Fernando Pessoa e Ricardo Reis

Uma trilogia de vozes conduz-nos pela trama do romance de José Saramago. A voz do prémio Nobel será escutada pelas ruas onde Fernando Pessoa caminhou, agora transformado em fantasma do seu heterónimo Ricardo Reis. Este passeio começa em 2010 com a morte de José Saramago e a sua herança deixada na Fundação de seu nome. Recuamos até 1935 para acompanhar o regresso de Ricardo Reis a uma Lisboa que tenta redescobrir e nos nove meses que dura a sua nova vida iremos ao largo da aldeia onde nasceu Fernando Pessoa e ao alto de Santa Catarina de onde partem criador e criação para a imortalidade.

Ponto de EncontroInício: Rossio (Junto à Estátua D. Pedro IV)

Fim: Praça do Comércio